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[sábado, 7 de maio de 2011] Soneto das intempéries da espera do amor não tido.A luminosidade da lua eclipsada pelo rosto da amada flor, Refaz-se em outras noites, à sua ausência, mas por si se torna Um mau agouro em sua beleza, nos implanta ao peito a dor. Tal brilho a significar que mais uma noite o coracão não retorna. À falta daquela magistral figura que encerra-se nos o amor. Sangra-nos o peito, resvala à alma, a àgua turva-se, amorna. A falta nos mata mormente, perene então ao espirito o rancor Talvez por esmagar pungente às esperanças a atroz bigorna. Ciceronear novamente a visao eterea, a amada da alma. Repousa-nos o peito, recupera-se nos a fé, voltamos à àgora. Enobrece-nos o espirito, apenas sua tenra presença, acalma. Ter-vos novamente, entre braços, entre beijos, tira a magoa. De ter-vos perdido por curtos momentos, atira-nos à àgua O devir de sua partida, torna a imensidão de ter-vos mais alta. Manoel Felix Pessoa Neto. por LeviandadesPoeticas * 12:26 |